quinta-feira, 5 de abril de 2007

300


A história dos 300 de Esparta (os soldados que "derrotam" um exército muitíssimo numeroso nas Termópilas) contada num filme de classificação etária 18 anos significa uma coisa: se você não gosta de violência não vá ver esse filme.

Banhado em sangue, o filme "300" afirma no cinema o estilo de filmes baseados em graphic novels iniciado com "Sin City" há dois anos atrás. O estilo "quadrinesco" de contar uma história é elevado a um tal patamar que parece que estamos lendo um quadrinho ao invés de na sala de cinema.

Contando com participação de Gerard Butler, David Wenham e Rodrigo Santoro, nenhum dos atores deixou a desejar em suas atuações, que, por sinal, foram muito convincentes. O único lado ruim foi que em alguns momentos eu tive a impressão de que Santoro fora dublado. Talvez até tenha sido, por ele mesmo, mas ficou esquisito. Aliás, a voz dele tá muito legal, apesar desse probleminha.

Uma bela história de bravura, que consegue aquilo que o filme "Tróia" tentou transmitir, mas sem sucesso: morrer por glória, a mensagem principal, para os personagens, nos dois filmes. Através de Leônidas (Butler) nos sentimos cativados pela arrogância dos espartanos. Morte para a glória. E rumo à História!

Porém, a conversinha de "estar lutando pela liberdade", "pelo povo" fica um tanto irritante e óbvia na trama secundária que se trata da rainha que fica em Esparta. Seu discurso soa meio repetitivo, beirando o clichê. Entretanto, a cena é tão curta que até dá pra agüentar.

O visual do filme é incrível, esplendoroso. Cenas sombrias com pontos de luz belíssimos. (A lua gigantesca que aparece no início do filme é muito legal). Fotografia muito bonita e a direção de arte faz jus a ela. As vestimentas dos espartanos (basicamente a capa vermelho-sangue) ficaram muito legais. Já a roupa dos persas, apesar de esquisitas, se encaixam de tal forma aos personagens que nem nos importamos, e parece muito natural que o deus-rei Xerxes use correntes e piercings de ouro.

Cenas chocantes e um diretor sem medo de mostrar cruamente a violência em todo seu apogeu. (A árvore de mortos, pilhas de gente morta sendo usada como "cimento" da muralha, etc)

O filme é foda.



300
Estados Unidos
Aventura
117 minutos

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"A verdade é um mito que surge quando a necessidade é muita" - por mim mesmo

3 comentários:

bia disse...

parece muito bom mesmo, quero ver...

Anônimo disse...

frases por ti mesmo,
vazias como tua visão do mundo

Ass.: O conservador da retórica ácida

Bruna disse...

quero assistir xD
principalmente depois que a valesca falou dele xDDD