segunda-feira, 9 de abril de 2007

Tudo Acontece em Elizabethtown


Quem sou eu? O que é preciso para se alcançar a felicidade? Essa pergunta dificilima é tema do incrível filme "Tudo Acontece em Elizabethtown". O filme lembra muito os ótimos "Hora de Voltar" e "Flores Partidas", mas não deixa nada desejar.

O filme conta a história de um jovem empresário (Orlando Bloom) que fez sua empresa perder aproximadamente 1 bilhão de dólares. Ele está prestes a cometer suicídio quando recebe um telefonema avisando-lhe que seu pai morreu. Blablablá. Ele tem que ir pra cidade natal de seu pai para as cerimônias fúnebres e no avião conhece uma aeromoça um tanto esquisita (Kirsten Dunst).

Vemos o personagem ter de lidar com sua fama na cidade (a notícia que conta que ele foi o responsável pela perda de dinheiro da firma ainda não fora divulgada) e seu desconforto com ela. Ele, uma pessoa muito solitária (apesar de ter namorada), tendo de conviver com uma família que foi jogada em cima dele. Ele enfrenta a dor de ter perdido seu pai, mas ele percebe que não conhecia bem seu pai e esse tipo de coisa.

Elizabethtown é um filme tocante, com cenas muito bonitas. A cena do discurso/apresentação da mãe de Bloom (Susan Sarandon) para os parentes que a odiavam, no final do filme, é emocionante. E vemos também como Bloom vai se encontrando ao conversar com Dunst. Vemos que tudo o que ele precisava era conversar, só isso. Ter um(a) amigo(a). E a cena da viagem de volta em que ele finalmente encontra a versão dele do seu pai e finalmente se solta é comovente.
Aliás, o filme conta com uma incrível atuação do Orlando Bloom. Sinceramente, acho que ele não trabalha bem, mas, depois desse filme, mudei minha visão. Ele trabalhou muito, mas muito bem. Tá certo que o papel talvez tenha ajudado (um cara caladão com cara de deprimido), mais até do que o Legolas de "O Senhor dos Anéis", mas mesmo assim, foi convincente pacas. Só que não foi só ele, a Kirsten Dunst também convenceu como a aeromoça estranha. E outra atriz que não aparece muito, mas no pouco que aparece, principalmente no final, cativa o espectador é Susan Sarandon; sua cena, já citada, em que ela faz um discurso é incrível.

Bom, um filme que lida delicadamente com os sentimentos dos personagens. O diretor soube dosar muito bem o drama, a comédia e o romance e fez um filme que deveria ser visto por muita gente (e não deixem de assistir "Hora de Voltar" e "Flores Partidas" também!).

PS.: A cena do enterro ficou muito bonita. Percebam que Bloom é o único sem óculos escuros.
Elizabethtown
Estados Unidos
Drama, comédia, romance
xxx minutos
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"Aprendi o segredo da vida vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar" - Medo da Chuva - Raul Seixas

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