quinta-feira, 31 de maio de 2007

Cartaz

Fiquei sabendo hoje que a ESPM aqui de Porto Alegre está fazendo um concurso em que os participantes precisam fazer um cartaz sobre consciência ecológica que leve as pessoas a agirem. Me interessei, mas logo fiquei sabendo que o prazo de inscrição é meio apertado. É hoje, pra ser mais exato.
Eu tive uma boa idéia pro cartaz, mas não tive tempo pra fazer do jeito que eu queria. Fiz do jeito que deu, e me inscrevi igual, já que só tem outras 5 pessoas concorrendo. Não ficou como eu queria, mas, considerando que eu tive uma tarde pra fazer tudo, tá até bonzinho.
Clique na imagem para ver grande.


quarta-feira, 23 de maio de 2007

Palestras

Semana Acadêmica da ESPM de Porto Alegre. Tema: Meio-ambiente (ou algo assim)

Então, até agora tive quatro palestras, das quais apenas duas foram realmente boas. A primeira foi com o cara que é o chefe do setor ambiental da Gerdau, e ele fez uma das palestras boas. Das grandes empresas que se apresentaram lá, a Gerdau foi a única que conseguiu convencer de que se importa com o meio-ambiente, mesmo o cara tendo falado que grande parte é porque os europeus não compram nada se eles não protegerem (não que eu me importe, o que importa é que eles protegem, e não o porquê).

Depois, teve a palestra da GM, que tentou passar por amiga da ecologia, mesmo estando em um tipo de negócio que não permite isso. Passou a impressão de fazer apenas o que não atrapalha os negócios.

Em seguida, a Aracruz, que foi bastante esperada. Como é uma empresa que produz papel, é impossível não causar danos ao meio-ambiente, e eu me admirei com a mulher que foi falar, que deixou de lado a hipocrisia. Esclaresceu alguns mitos sobre o negócio, como, por exemplo, os danos que o eucalipto causa à vegetação nativa (existem, mas não são o que se costuma ouvir por aí), já que a empresa planta responsavelmente. Falou que, embora as terras que a Aracruz compra para o plantio sejam, na maioria, desocupadas, é responsável por um pouco de êxodo rural, mas também que aumentou os empregos em relação às pessoas que viviam nas áreas (embora os empregos sejam nas cidades vizinhas). O interessante é entender que esse tipo de atividade não pode ser feita sem um dano ao meio-ambiente, e que a única opção é minimizar os danos e não consumir tanto. Uma parte deve ser feita pela empresa, outra pela sociedade como um todo.

Por último, uma palestra sobre transgênicos. Um executivo da Monsanto (maior empresa de transgênicos do mundo) veio de São Paulo para falar, e um professor da UFRGS foi fazer o contraponto. Bastante interessante a discussão. O cara da Monsanto obviamente falou sobre os benefícios dos transgênicos (além de explicar como funciona), e como é tudo lindo e tal. O professor da UFRGS salientou que nao é contra os transgênicos, mas sim contra o uso indiscriminado, colocando produtos no mercado cujos danos a longo prazo, caso existam, são desconhecidos. Disse que defende uma discusão da sociedade em torno do tema, o que é impossível no Brasil, e defendeu uma comissão imparcial para avaliar a segurança das sementes transgênicas. Também disse que o Lula passou uma medida provisória para transformar as decisões da CTNBio em maioria simples, para favorecer as empresas, e disse que o pessoal da do conselho da CTNBio é comprado. Pena que faltou tempo para uma discussão mais ampla, com direito a briga (física) e tudo. E os dois palestrantes concordaram que a introdução da soja transgênica no RS foi feita do pior e mais irresponsável jeito possível. Embora não tenham dito que jeito foi esse, eu acho que, se o cara da Monsanto concorda que foi ruim, deve ter sido feia a coisa.

Enfim, hoje não estou com vontade de dar muita opinião sobre assunto nenhum, mas talvez outra hora eu resolva escrever mais. Talvez eu resolva organizar argumentos mais tarde e tal.
Ah, esqueci de dizer: A Aracruz pode parar de investir no RS caso as licensam ambientais não sejam feitas de uma vez (porque o órgão responsável não tem dinheiro pra nada).
E a Gerdau que impressionou, parece bem legal o que eles fazem.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Blog tri

Eu ia postar hoje sobre o filme "Um Crime de Mestre" (ou algo assim), a que assisti ontem. Encontrei, entretanto, um blog muito engraçado tirando com os comunistas. Todos os clichês do Revolucionário de Shopping, muito bem explorados. Inclusive eu garanto que muitos dos Camaradas do POVO que compram camiseta do Che no Iguatemi levam o blog a sério. Na verdade, eu mesmo não tive certeza quando vi, conhecendo os pseudo-intelectuais comunistas.

Ps.: Eu não odeio todos os comunistas. Eu amo a maioria. Por "amor", entenda-se "desprezo". Mas, falando sério, falo dos comunistas de modinha, e, embora não concorde com o comunismo, não vejo problema em ser comunista "de verdade".

E aliás, falando em Iguatemi, lembrei que o Barra-Shopping em Porto Alegre deve ficar legal. Tinha que ter uma Livraria Cultura maior ainda. E, sei lá, mais coisas diferentes, os shoppings de São Paulo são tão mais legais.
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O ópio é o ópio do povo - Fernandinho Beira-Mar

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mistério de Natal - Jostein Gaarder


Livro publicado em 1999 na Noruega e em 2006 no Brasil, Mistério de Natal, escrito pelo já famoso Jostein Gaarder, é uma lição a ser aprendida por cada um dos 6 bilhões de habitantes do planeta.

O livro conta a história de um menino que compra um calendário de Natal, daqueles comuns na Europa que têm portinhas para serem abertas a cada dia de dezembro, e de dentro das portinhas ao invés de doces saem trechos de uma história misteriosa.

Talvez seja um tanto bobo o livro, eu mesmo acho que é bobinho, mas mesmo assim, a mensagem é muito bonita. O livro obviamente fala do nascimento de Jesus e do Presépio e tal, coisas cristãs desde sua origem. Entretanto, a mensagem, como o próprio livro diz, não se aplica somente àqueles que acreditam ou não em Jesus, se têm outra religião ou se sequer possuem uma.

A mensagem do livro é basicamente a de que o que Jesus ensinou transcende credos e opiniões, raças e etnias. Não importa se tu acreditas ou não que ele era filho de Deus ou se tu sequer achas que ele tenha existido (apesar de já existirem provas). O que ele nos transmitiu é válido para qualquer um: a bondade e generosidade. Coisas que são das mais difíceis de se fazerem, pois vão contra a natureza do ser humano (na minha opinião!).

A mensagem do livro é muito mais importante do que a história em si, que, como já disse, é bobinha. Essa mensagem deveria ser escutada por todos. Mas não só escutada, mas compreendida. E não só compreendida, mas posta em prática também.

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"Um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais uma com as outras para variar (...)" - Douglas Adams

sábado, 12 de maio de 2007

Ensino e Democracia

Eu acho que democracia é uma bosta. Ta, desculpem, eu disse isso só pra criar polêmica, pra ver se alguém se presta a ler. Mas, a grosso modo, é isso aí mesmo.

Não que eu seja a favor de um governo totalitário, seja fascista, comunista ou sei lá o que mais. Só acho que as pessoas simplesmente não estão aptas a decidirem o futuro dos seus países. Nosso Brasil serve de exemplo perfeito. Não digo que o povo não tenha capacidade mental de tomar esse tipo de decisão, mas acho que não está preparado.

Digo isso porque os brasileiros, assim como os povos da maioria dos países, não têm a menor preparação para a política. Nosso sistema de ensino não inclui absolutamente nada sobre política e economia. As aulas de filosofia são como recreio para os alunos, e a sociologia, que está sendo incluída no currículo, tende a seguir pelo mesmo caminho. E em filosofia e sociologia, dificilmente se estuda problemas contemporâneos, e sim biografias e bibliografias que os alunos só precisam (ou nem precisam) decorar.

Somando-se isso ao fato de que grande parte do povo brasileiro não é nem mesmo escolarizado, não é de se espantar que a democracia no Brasil acabe do jeito que está. As pessoas votam no candidato com o qual elas mais se identificam, no candidato com a melhor campanha eleitoral. Podemos perceber isso claramente durante as campanhas eleitorais, nas quais os candidatos sempre dizem que vão melhorar tudo, mas nunca dizem como. Não existem mais propostas concretas, porque isso não traz votos.

Por isso, esse post não tem como objetivo ser um ataque à democracia, e sim uma crítica ao sistema de ensino brasileiro. Não adianta querer colocar todos os jovens na escola e aumentar o currículo em um ano, se a escola não presta. Mesmo nas escolas particulares, os alunos podem se formar sem terem nada na cabeça além de um amontoado de nomes, datas e fórmulas para passar no vestibular. Seria muito mais vantajoso “encolher” disciplinas como química, física e biologia, para que englobassem um conhecimento básico e aplicável no dia-a-dia, e não se estendessem por três anos de fórmulas e cálculos. Dessa maneira, poderiam ser incluídas aulas de verdade sobre a situação do país, sobre política, economia, sociologia e filosofia, englobando não somente a História, mas também a aplicação dos conceitos na sociedade contemporânea.

Se o governo não tem a capacidade para fazer uma reforma de verdade no ensino brasileiro, as universidades poderiam tomar a iniciativa de cobrar conceitos sérios sobre esses assuntos, e não só temas de redações com uma suposta preocupação social onde o que se percebe como resultado é um festival de clichês.

Aulas bem ministradas das já citadas disciplinas tendem a ser muito mais interessantes para os alunos, principalmente para os alunos de escolas públicas, que, justamente por serem socialmente desfavorecidos, podem enxergar nelas uma maneira de mudar a situação em que se encontram. E, na verdade, isso poderia mesmo acontecer, já que estaríamos formando um povo com consciência política, que, durante o período de eleições, saberia dar mais importância às propostas do que à publicidade.

Apesar de tudo isso parecer muito utópico, a saída para o problema é muito mais simples do que se imagina. Como dizem milhares de clichês por aí, a saída é o aeroporto.
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E o que acontece em minhas raras horas de alegria, o que é deleite,
vivênca, êxtase e elevaçao para mim, as pessoas procuram principalmente
na poesia. Na vida, elas acham maluco. (Hermann Hesse, em O Lobo da Estepe - tradução meia-boca feita por mim)

"Und was hingegen mir in meinen seltenen Freudenstunden geschieht, was für mich Wonne, Erlebnis, Ekstase und Erhebung ist, das kennt und sucht die Welt höchstens in Dichtungen, im Leben finden sie es verrückt."

terça-feira, 8 de maio de 2007

Notícia bombástica

Incrível! Depois de quase 3 anos usando este computador, acabo de perceber que o teclado tem til e crase! Na mesma tecla! àààà ããããã! Levei quase 3 anos pra perceber isso! Mas também, que tipo de idiota põe uma tecla dessas à esquerda da barra de espaço? Tudo culpa desses porcos capitalistas...

E explodem violentas manifestações em Paris, em protesto à eleição (democrática) de Nicolas Sarkozy. Liberdade de pensamento e de expressão são ótimas, e que bom que eles não concordam com as idéias do novo presidente. No entanto, foi uma eleição justa, democrática, e protestos violentos não se justificam. Se fossem pacíficos eu até apoiaria (não que alguém se importe com o meu apoio), mas o que os manifestantes querem, afinal? Que as eleições sejam invalidadas porque o candidato deles não ganhou? Eu, hein...

E eu estou bem curioso pra ver o que vai sair desse governo.

E desculpem os posts sobre política francesa (se é que alguém lê isso aqui...), mas é tão mais "legal" que a brasileira, por falta de uma palavra melhor (não que nao exista, mas to com preguiça de pensar). E é um país mais expressivo no cenário mundial, claro.

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"The biggest argument against democracy is a five minute discussion with the average voter." - Winston Churchill

Aceito doações de citações (que nojo, rimou...)

domingo, 6 de maio de 2007

Eu ainda fujo pra Islândia...

E o Sarkozy foi eleito na Franca. Nao, nao tem cedilha (o meu teclado, nao a Franca). Como que as pessoas votam em alguém que quer acabar com o Welfare State que eles ainda têm? É o tipo de coisa que se espera dos eleitores do Brasil. Pelo menos, foi disputado...

Mas a mais importante notícia do dia é que eu conquistei o mundo. Inteiro.

No War, é claro, mas peguei toda a Ásia em duas rodadas (na segunda, foi só o Japao).

Um recorde. Obrigado, obrigado...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Homem-Aranha 3

SPOILER!
Acho que esse filme dispensa qualquer introdução ou sinopses. Tanto foi alardeado na imprensa sobre o seu custo, US$ 250mi, e sua campanha publicitária em si que torna isso desnecessário. Aliás, bah, odeio sinopses, sempre ficam horríveis. Tanto faz.
Vou iniciar sentando o pau no filme. A minha primeira impressão foi a de que os efeitos visuais do Aranha tinham piorado do 2º para o 3º filme, pois no início ele tá com aquele aspecto claro, não se encaixa na imagem, fica emborrachado, falso. Mas isso nem é muito importante mesmo, talvez tenha sido uma deificiência que só se mostrou no início, pois no final não tive essa impressão.
O roteiro força muito a barra quando, do nada, a gente descobre que o tal do Flint Marko foi quem matou o tio Ben... Forçou muito a barra mesmo. Mas até que dá pra engolir e, para a conclusão do filme, funciona muito bem. Porém, não foi só nisso que o roteiro falhou, o final do Harry Osborne ficou previsível... Há pontos bons, mas falarei deles depois.
Daonde é que tiraram o Tobey Maguire pra "atuar" nesse filme?!? Ficou horrorosa a interpretação dele nas partes dramáticas. Quando a MJ fala com ele na ponte e termina a relação... Que nojo! Cruzes. Sério... Mas pelo menos ele se safa como o "dark Parker", mas não sei se foi sucesso da atuaçao dele em si ou das cenas que foram bem escritas.
Foda-se a coesão desse "texto"... Agora eu declaro que isso daqui é apenas um apanhado de idéias. O Venom ficou MUUUITO FODAAA!!!! Bah, eu achava que eles fariam um Venom nada grotesco, algo humanizado, mas não, eles conseguiram fazer um Venom muito tri. Os guinchos, as caretas, tudo fico mto bala. Compensaram o início capenga de efeitos especiais tudo no Venom.
Mas é claro que nem tudo poderia ser perfeito com o ultrafodástico Venom. Aqueles meteoritos ficaram meio, hm, tosquinhos... Coincidência demais pro meu gosto... Podiam ter explorado mais a história do astronauta filho do dono do jornal (aliás, o cara continua atuando muito bem; um dos que melhores entraram no personagem) pra explicar a origem espacial do Venom, pra não ficar tudo na mera coincidência. E, é claro, o final dele. Que fácil foi de ganhar dele! (tá, na verdade não foi, mas sei lá, eu queria ver o Aranha apanhando um pouco mais) Achei que foi muito rápido, ele tinha que ter durado mais no filme. Ele só aparece no ato final e fica por isso mesmo, morrerá em minutos! Ah, e o que acontece com o corpo do Eddie Brock?!? A aboborazinha explode nele e ele some?! Tosco.
Falando da seqüência final... O homem de areia vira um gigante do nada? Tá... Isso é explicável... hehehehe Mas o problema tá em... Por que é que ele desmancha quando dois misseiszinhos explodem nele? Não ficou plausível. Ah... E enquanto o Aranha e o Duende estão batendo no Areia, onde estava o Venom? Dormindo? Descansando? Se tivesse mais cenas de cooperação entre o Venom e o Marko ficaria muito mais foda!
A Veja disse que uma das melhores cenas do filme é a transformação do Marko em areia e tal... eu não discordo, a cena ficou muito boa, mas a cena do sino ficou muito melhor. Ficou perfeita. Achei muito boa. (o Peter Parker arrancando o simbionte (venom) dele mesmo) E é claro, o nascimento do Venom... heheheh Venom manda.
Porra, é muita coisa. Hm... Vejamos. Ah sim. A atuação do cara que fez o Harry ficou muito tri. Ele ficou com uma cara muito maluca, ficou muito boa. Ele imitando as manias do pai dele ficou muito legal. (claro... o dafoe manda... hehehehe)
As cenas do "dark Peter Parker", como eu já falei, ficaram muito divertidas. Bah, mostrou muito bem o efeito do simbionte e tal. Ah, isso me lembra de outra coisa...
A direção de arte fez uma coisa nojenta ao botar um penteado emo no dark parker. Tá certo que o efeito desejado era o de repulsa pelo personagem, mas foi exagerado... xP
Tá, era isso.
Quando eu ver de novo o filme eu escrevo mais.
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Spider-man
ação
150min
EUA
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"Please, kill Peter Parker!" - Eddie Brock em Homem-Aranha 3