sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Fragmentos da vida

Filmado em 1929, o filme de João Medina é um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, apesar de ser um curta-metragem silencioso.
A história é sobre um vagabundo que quer ser preso para poder ter cama e comida gratuitas e para isso conta com a ajuda de um amigo, um ladrão. Ele tenta várias vezes (roubar um guarda-chuva, não paga a conta do restaurante, quebra a vidraça de uma loja), mas sempre dá errado.
Além de muito engraçado, o filme, para a época, conta com atuações muito boas, pois não são exageradas. A técnica cinematográfica é ótima, usando, inclusive, coisas que só seriam adotadas anos depois.
Claro que, pra ser tão bom assim, não podia ser 100% daqui, né. O roteiro é uma adaptação de um conto do americano O. Henry (mas apesar disso, o conto é meio tosquinho, conseguiram melhorá-lo). Obviamente isso deixa uma centelha de dúvida: será que é por causa do roteiro que os filmes brasileiros são tão ruins? Acho que sim.
Tá, era isso.
Não posso dizer pra vocês verem o filme, pois é muito difícil encontrá-lo (porra é um filme de 29, né, e é daqui). Mas tentar não mata, só cansa.
Uma obra-prima divertidíssima.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Cartazes

Originalmente, os cartazes eram muito melhor produzidos (na minha cabeça, digo), mas, devido ao orçamento limitado (a zero), eu fiz do jeito que deu pra fazer em uma hora e tal, só por diversão. Uma pena... se eu tivesse achado a imagem que eu queria da dona morte ali, ia ficar tããããão foda... ou não, sei lá, mas tá aí...
A idéia, aliás, eu não lembro de onde veio, mas acho que foi alguma aula que não captou bem a minha total atenção.






sábado, 11 de agosto de 2007

Na Captura dos Friedmans


O documentário Na captura dos Friedmans é, certamente, um dos melhores filmes do gênero já feitos.

O filme conta a história da família Friedman, judeus residentes em NY. Em 1988 +/-, o pai, Arnold, engenheiro químico, professor de piano e de computação renomado, foi acusado de pedofilia, porque tinha algumas revistas de sodomia com garotinhos em casa, mas logo surge uma denúncia de que ele teria molestado alguns de seus alunos de computação (que tinham entre 8 e 12 anos). E não pára por aí, seu filho caçula foi acusado de ter violentado eles também. Durante o andamento do processo, vemos a família se desintegrar e várias controvérsias surgem.

O filme começa contando como Arnold fosse culpado, porém, pouco a pouco, descobrimos que ele era um cara legal e tal. Vemos que os depoimentos das crianças poderiam ter sido forjados pela polícia. Nunca é afirmado que ele não era pedófilo - ele gostava mesmo de olhar as fotos - mas não se pode acreditar que um cara tão ligado aos seus filhos pudesse cometer tantas atrocidades com a ajuda de seu filho.

O ponto alto do documentário é que o diretor não é parcial e, ao contrário, mostra as duas visões conflitantes de maneira muito boa. Contando com vídeos feitos pela própria família, o documentário é enriquecido, pois vemos que o cara - que normal não era, né - era muito ligado à sua família. (me perdi)

Tá. O filme é uma obra de arte que mostra muito bem essa visão subjetiva da realidade. Cada um viu uma coisa diferente que entra em conflito com o que outro disse. E na conclusão do filme vemos que não temos como saber o que foi que realmente aconteceu, pois a vida, a realidade é assim: subjetiva. (me perdi de novo)

Tá, o filme é muito bom. Vejam. Vale muito a pena. Não é à toa que ganhou prêmio de filme do ano em 2003.

Capturing the Friedmans
EUA
107 min
____________________________________
"I saw Guirrom" - The What