sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Alemanha, França, Suíça e Luxemburgo - Os Aspectos Mais Fascinantes

De toda a experiência cultural destes 15 dias, aqui estão as coisas superficiais e divertidas que mais me chamaram a atenção:

1. Lego a granel: Na KaDeWe, em Berlim, é possível pegar as pecinhas de Lego desejadas, colocar num saquinho, pesar e pagar. É plágio. Eu que inventei isso quando era criança.

2. Eles comem a salada depois da comida. Bom, eu, por mim, já me espanto com o fato de as pessoas comerem salada ponto. Mas vai saber...

3. Os estacionamentos: Em Strasbourg, o estacionamento psicodélico, sem nenhum piso reto, todas as vagas em subidinhas e descidinhas e coisas tortas, teto baixo, bolas pintadas no chão e cada andar com luzes de uma cor diferente. Em Genebra (é outro nível), o estacionamento que ganhou o prêmio de melhor estacionamento da Europa em 1999. Elevador de madeira com detalhes dourados e Vivaldi como música de fundo em todo o recinto. Cheio de carros com placas diplomáticas. Estacionamento chique é outra coisa.

4. Encontrar o Herr Egewarth em Berlim. Porque gente do Dohms é praga, nem a milhares de quilômetros de distância a gente se livra de encontrar.

5. Alexanderplatz: a praça que não tem bancos. Tem sofás. E quando chove alguém vai lá e tira. E quando pára de chover alguém vai lá e põe de novo. E assim vai, porque o tempo lá é louco.

6. Um pavão passeando solto pelos canteiros do estacionamento da sede da ONU em genebra. Que coisa mais dadaísta...











"I tell ya, a guy gets too lonely than he gets sick"

Ah, que legal, meu primeiro post! Toda a pressão e ansiedade se acumulando a cada letra digitada... Não que eu ache que muita gente leve a sério o que eu escrevo, mas enfim. Como vocês falam bastante sobre livros e filmes, vou estrear aqui fazendo o mesmo (falta de personalidade...? talvez).
Vou falar sobre um livro que li nas férias, bem curtinho de fácil leitura (mesmo que o inglês da fala dos personagens principais seja um pouco complicadinho de entender). O livro é do Steinbeck e, por incrível que pareça, eu nunca tinha lido nada dele antes, apesar de ser um autor ganhador do Nobel e tudo mais.
O nome do título, como diria o Waick, é 'Of Mice and Men' (Sobre Ratos e Homens), e a história é simples de entender: são dois homens que viajam juntos em busca de trabalho na época da grande depressão. Eles têm pouquíssimos recursos (para não dizer que não têm um tostão furado), e sonham com uma vida na qual poderão ter seu próprio rancho, ao invés de perambular para lá e para cá trabalhando para os outros (por sinal, a história se passa na Califórnia, bem como vários outros romances do Steinbeck (ah, foi ele quem escreveu as vinhas da ira!!)).

Os dois homens são George e Lennie, sendo que Lennie tem um pequeno problema: tem deficiência mental. Ao longo do livro, dá para perceber claramente a abordagem do autor sobre a natureza de ambos (Lennie é inocente e sem percepção das coisas - quer 'afagar' os ratinhos, mas acaba matando-os com a sua força descomunal- e George é cauteloso e previdente), e a narrativa acaba versando sobre a amizade e a solidão de uma maneira incomum, quase que unindo as duas: ao mesmo tempo em que ama Lennie, George acaba sempre se sentindo sozinho e perdido, sem falar na responsabilidade que leva nas costas de cuidar e fazer o melhor para o amigo.
O livro realmente me prendeu, e eu simpatizei muito com a história: fiquei presa do início ao fim. Não vou entrar muito nos detalhes, pois o bom mesmo é tirar o livro e ler (:
Recomendo a todos, mas mais especificamente àqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do autor (ele é genial!). Deixo vocês com uma citação do livro:

"'Ain't many guys travel around together,' he mused. 'I don't know why. Maybe ever'body in the whole damn world is scared of each other.'"