quinta-feira, 19 de março de 2009

Os melhores vilões de todos os tempos


Darth Vader
Dracula
Mr. Burns
Jack Torrance
The Joker
Hal 9000
Magneto
Sauron
Dick Vigarista
Voldemort

quarta-feira, 18 de março de 2009

Watchmen


Não foi um desastre total. Acho que esta frase faz justiça ao filme. Bom, eu nunca li os quadrinhos, então não tenho parâmetros para fazer comparações. Na verdade, até mais ou menos a metade, o filme é até bem legalzinho; mostra o passado dos hoje decadentes super-heróis (HA, ignorei duas vezes a nova ortografia em uma só frase!) e como o assassinato de um deles (um dos dois decentes) faz com que os outros se juntem novamente.

Começando pelos heróis, então:

Comediante: A maldade com pernas. E uma espingarda. O roteiro consegue diminuir o brilhantismo desse "herói" com a história de que tem uma filosofia por trás das ações dele e essas outras baboseiras.
Dr. Manhattan: Ganhou super-poderes quando foi atingido por um efeito físico imaginário e genérico. Ele pode ver o passado, o presente e fazer tudo o que ele quiser. Ainda assim, ele não consegue combater os vilões, mais ou menos como o Yoda, que percebe as mais sutis mudanças no humor de uma pessoa mas não consegue ver uma revolução envolvendo duzentos mil stormtroopers. Com a diferença que ele não é nem de perto tão foda quanto o Yoda.
Batman: Se veste de coruja e utiliza acessórios que remetem à corujas. O nome dele é Nite Owl, na verdade, mas dá pra ver que quer muito ser o Batman, então preferi deixar assim mesmo.
Silk Spectre: Uma atriz comparável em talento ao guri que faz o Harry Potter faz o papel de uma heroína que não fede nem cheira. Salva pela roupa de látex.
Ozymandias: The smartest guy in the world, meio idiota. Salvo pelo fato de matar dezenas de milhões de pessoas no decorrer da história. (Para quem ainda não viu o filme, recomendo pular a frase anterior.)
Rorschach: O mais foda de todos. Mata todo mundo, e todo mundo gostaria de ver um spin off só dele. Não tem nenhuma relação com o psiquiatra de quem pegou emprestado o nome, exceto a máscara de borrão de tinta e a sacada genial NOT de colocar ele fazendo um Teste de Rorschach quando vai preso.

O maior problema do filme é a trama tosca. Um cara que quer destruir as maiores cidades do mundo para que a humanidade se una (música dramática) e aceite suas diferenças. Além disso, é difícil expressar o quão inadequada é a trilha sonora. Na cena do reencontro entre dois dos ex-Watchmen, em um pequeno restaurante em NY, começa a tocar Nena, 99 Luftballons. Na cena do enterro, toca Sound of Silence, que, não levem a mal, é uma grande música, mas, na cena, pareceu simplesmente errada. Parecia que o diretor estava se esforçando para montar uma peça de Lego num Playmobil. Não encaixa.

A cena de sexo a bordo do submarino-voador/megazord/crapmobile alcança um nível de tosquice que só se acreditava possível em estudos laboratoriais. Grande parte do efeito deve ser atribuído ao uso de música religiosa, reforçando o conceito da trilha sonora deficiente.

Mas, como eu disse, o filme não foi um desastre total; algumas partes salvam o todo. Por "algumas partes", eu quis dizer "Rorschach e Comedian"; e por "salvam", eu quis dizer "matam".
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"Free is just another word for socialist" - melhor frase do filme.