quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Resenhas de livros que não li - parte 1

Em Do Contrato Social, obra-prima que figurou por 34 semanas no top 10 da Veja para livros de não-ficção, o pensador iluminista Jean Jaques Rousseau define um conjunto de regras pelas quais os cidadãos devem se guiar para alcançar uma convivência pacífica. A aceitação dessas regras, ou, como o autor diz, o Contrato, torna possível que seja mantida a paz nas diversas ocasiões da vida cotidiana.

Não obstante ter sido públicado como folhetim na versão francesa da Reader's Digest do século XVI, a obra-prima de Rousseau mantém-se, em sua maior parte, atual, muitas de suas regras podendo ser aplicadas nos dias de hoje.

Hoje, poucos sabem que foi Rousseau quem primeiro publicou a regra universal de convivência em veículos: quem dirige mexe no rádio. De forma sucinta e objetiva, o pensador francês define o caminho para o futuro Manual de Convivência em Automotores e o papel de cada indivíduo, sancionado posteriormente na Convenção de Genebra.

No âmbito do lar, Rousseau determinou que quem cozinha não lava a louça, o que diminuiu em 34 % o número de brigas pós-refeição e aumentou em 42% a qualidade média das refeições, constituindo o principal fator que levou ao reconhecimento internacional da gastronomia francesa.

Ainda no âmbito da cozinha, foi o pensador iluminista que determinou as Duas Regras Imutáveis da Culinária, que, de forma resumida, dizem que não existe prato salgado que não possa ser melhorado através da adição de queijo, o mesmo ocorrendo em relação aos pratos doces e o chocolate.

Naturalmente, muitas das regras postuladas no livro já faziam parte da etiqueta da elite francesa, cabendo ao autor apenas compilá-las em um único volume, que causou controvérsia, atraindo críticas do cantor, filósofo e ex-BBB François-Marie Arouet, mais conhecido pelo seu nome artístico, Voltaire. Este último questionava a ausência de certas normas deixadas de fora do trabalho apenas porque seriam inconvenientes para o autor. Rousseau rebateu as acusações com sua mais famosa citação: Deixei de fora mesmo, e o primeiro que botar a mãozinha pra atravessar na faixa eu galopo por cima.

A contribuição dessa obra para a evolução moral da humanidade foi reconhecida através da entrega do Prêmio Nobel da Paz, desbancando o próprio Alfred Nobel, inquestionável favorito a todos os prêmios durante a sua vida. Após o sucesso estrondoso da versão paperback entre o proletariado francês, Jean-Jaques escreveu os menos famosos O Contrato Social da Felicidade e O Contrato Social das Pessoas Ricas, o primeiro dos quais garantiu ao autor um Prêmio Jabuti e o título de patrono da Feira do Livro.

Nenhum comentário: