terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Amigo secreto, barzinho e divagações

Só ando escrevendo sobre filmes, ultimamente, mas hoje vou fazer um mix de amigo secreto com resenha gastronômica e generalidades. Hoje foi o amigo secreto da empresa, que foi muito bom para a média dos amigos secretos, principalmente porque todo mundo escolheu o que queria ganhar. Tudo bem, perde a surpresa, mas pelo menos ninguém ganhou meias. Eu, aliás, dei trabalho para o meu amigo secreto com a minha escolha, mas vou aproveitar bem o filme (Persona, do Bergman).

A gente foi no El Basco Loco, um barzinho pequeno e aconchegante no Bom Fim, do qual eu nunca tinha ouvido falar. O ambiente é bem legal, com uma decoração que até que poderia ser cenário de filme. Mobília rústica (não gosto dessa palavra, mas...), teto coberto com panos coloridos e azulejos desencontrados, acompanhado de uma comida boa, ainda que em porções muito pequenas. Como foi por conta da empresa, eu não cheguei a ver os preços, mas imagino que não seja barato, já que o lugar possui bem poucas mesas.

As garçonetes são muito divertidas e simpáticas, fazendo promessas aos cozinheiros para conseguir os nossos pratos mais rapidamente, ainda que depois se esquecessem de trazê-los à mesa. O cardápio é interessante, fugindo de pratos tradicionais e clichês, mas, infelizmente, as cervejas uruguaias estavam em falta, sendo oferecidas no dia apenas Bohemia, Serramalte e mais uma outra que eu não me lembro. Nem bebi muito, até porque tava de carro (mas olha só, que menino responsável). Eu não experimentei os camarões, que, para bichinhos nojentos, laranjas e com anteninhas, até estavam bem bonitos. Sigo fiel à minha determinação de não comer nenhum animal com mais de quatro patas. Ok, essa foi uma resenha gastronômica em que o resenhista não experimentou os pratos, mas, pra quem já fez resenha de livro sem ler, tanto aqui no blog como piada quanto a sério na faculdade, só estou ampliando meu campo de atividade.

Ponto negativo para a falta de papel toalha no banheiro, algo imcompatível com o nível do lugar. Para secar as mãos, um rolo de papel higiênico daqueles bem vagabundos, de um papel meio acinzentado que, de tão fino, dá pra enxergar do outro lado.

De modo geral, o evento estava bem divertido, e é legal como a gente ainda se surpreende positivamente com as pessoas, coisa rara hoje em dia.

Mudando completamente de assunto, eu até queria fazer um post sobre Anticristo (o filme do Lars von Trier, não o demônio), mas não tenho competência. Destinado a ser um fracasso de público em um país como o nosso, o filme traz algumas cenas muito fortes (no sentido artístico), e outras muito fortes (no sentido nojento). O filme tem imagens poderosas, sensacionais, mas em alguns momentos talvez não precisasse ser tão explícito. Não por moralismo, mas... enfim. De qualquer modo, é um filme que merece ser visto de novo daqui a um tempo, até porque teve algumas partes que eu realmente não entendi. Ah, e apesar de ser classificado como um filme de terror, não tem nada a ver (porque sempre tem um perdido que vai ver achando que é um Jogos Mortais da vida e depois reclama que não gostou).

E então eu percebi que eu vivo escrevendo sobre filmes, mas, tirando uma postagem que eu fiz de um álbum dos Looney Tunes cantando Beatles (Patolino arrebentando em Yesterday, vale a pena), eu nunca escrevi sobre música, que é algo que eu conheço muito melhor que filmes. Então em breve vou escrever sobre música. E livros, livros também! Aguardem, ou não.

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