sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dexter


Não, esse post não é sobre o Laboratório de Dexter, que também é muito bom, ou pelo menos eu achava quando era pequeno. Falo de Dexter, série da Showtime que vai para a quinta temporada no ano que vem, que, por sinal, já está chegando e eu ainda tenho que comprar um presente de amigo secreto – oh crap!

O Dexter da série é um cara de uns 30 anos que trabalha para o departamento de homicídios da polícia de Miami. E é um serial killer. Os episódios têm narração do próprio personagem, que afirma ser um psicopata sem sentimentos e sente uma necessidade irrefreável de matar pessoas, o que ele chama de seu dark passenger.

Só que é o seguinte: Dexter só mata criminosos que escaparam da justiça, geralmente invadindo as casas dos suspeitos para obter provas de sua culpa. Mas ele próprio afirma que não faz isso pra combater o crime ou para fazer o bem, mas porque é mais seguro matar pessoas com histórico criminal, cujo sumiço não vai despertar o interesse da polícia. Isso faz parte do código, um conjunto de regras que o personagem segue sempre que vai matar alguém, e que lhe foi ensinado por Harry, seu pai adotivo que descobriu que o filho matava pessoas e, sendo um policial de renome, lhe ensinou como nunca ser pego.

A primeira temporada gira em torno do passado de Dexter, e narra a história de um assassino em série conhecido como Ice Truck Killer, que transporta os corpos de suas vítimas em um caminhão frigorífico. Impressionado com a astúcia do assassino, Dexter decide matá-lo por conta, investigando o caso sozinho e despistando seus colegas da polícia. Conforme Dexter se aproxima de descobrir a identidade do “colega”, vai também descobrindo sobre o seu próprio passado, e o porquê de sua necessidade de matar pessoas.

Apesar de seu auto-intitular um psicopata e de atuar convincentemente em todo tipo de situação social, as ações de Dexter às vezes contrariam, mesmo que parcialmente, suas próprias afirmações. Só podemos conhecer realmente bem um personagem através das escolhas que ele faz, principalmente as difíceis. Dexter sofre por ter que esconder sua verdadeira natureza o tempo inteiro – e por ser assim -, mas, apesar disso, abre mão de aceitar sua personalidade e de poder compartilhá-la com alguém para colocar o bem-estar de outra pessoa em primeiro lugar, algo que ele acreditava ser incapaz de fazer.

Para quem acha que essas questões que adentram um pouco a psicologia são complexas demais e que isso é tudo coisa de viado, a série também tem muito sangue e pessoas cortadas em pedacinhos, colocadas em sacos pretos e jogadas no mar.

As duas primeiras temporadas são muito fodas, daquelas que fazem a gente largar os trabalhos da faculdade e dormir às três da manhã e considerar a possibilidade de comprar uma conta no Rapidshare. A terceira é morna, com uma melhorada na quarta, cujo último episódio traz enormes expectativas para a quinta. E hoje é sexta, to indo pra casa, acho que vou pra piscina, tchau pra vocês.





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