terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Melhores jogos de video-game e computador – Anos 90 e 2000

Eu não sou um grande fã de video-games, não jogo quase nunca. Mas, pelos idos da minha infância, me viciei em alguns jogos, começando pelo clássico Mega-Drive. Eu só tinha o jogo do Sonic, que já vinha embutido no console, que era também usado como controle (era grande, e nunca entendi por que eles fizeram daquele jeito).

Mas o video-game da minha geração foi o Nintendo 64. Alguns argumentam que o Playstation era melhor, mas essas pessoas não sabem do que estão falando. Claro, era possível comprar jogos de Playstation por R$ 5 nos camelôs de Capão da Canoa, mas eram todos ruins, enquanto um jogo como Goldeneye era garantia de uma década de diversão.

Ganhei um meia-quatro no meu aniversário de 7 ou 8 anos, com apenas dois jogos: Super Mario 64 e International Superstar Soccer 64. Este último é o segundo mais tosco jogo de futebol já inventado (o pior é esse mesmo jogo em uma versão Campeonato Japonês). Mas o do Mario é um dos melhores jogos de todos os tempos – tinha tanta coisa pra fazer nele que a gente nem lembrava que tinha que salvar a princesa. Olhando em retrospecto, o jogo era completamente surreal: tinha a fase do relógio, onde era possível manipular o tempo (só os viciados sabiam), e a fase alagada, com aranhas flutuantes e uma cidadela subterrânea escondida. Isso pra não falar nas fases dos cogumelos. Minha frustração é que eu nunca consegui pegar as 120 estrelas: me faltaram três, e eu nunca consegui descobrir quais eram.

Outro clássico é Goldeneye, que se eu não me engano foi o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa (não vou pesquisar porque isso é um blog, não um jornal), e foi por onde eu conheci James Bond, muito antes de assistir a um filme dele. Ah, a inocência de ter oito anos e andar em meio a um banho de sangue com uma ampla seleção de pistolas, metralhadoras e lança-granadas...

Para concluir o capítulo do Nintendo 64, podemos dizer que a versão de Mario Kart para Nintendo 64 não foi superada nem pela do Wii, sem falar na versão definitiva de Zelda e de Mortal Kombat. Para os saudosistas, todos esses jogos podem ser jogados pelo emulador Project 64, exceto o Goldeneye, porque é impossível mirar pelo teclado. Talvez funcione com um Joystick. Ah, e esqueci de mencionar o Banjo-Kazooie, um jogo com o improvável argumento de que um urso (o Banjo) que carrega uma galinha (o Kazooie) dentro de uma mochila deve encontrar as peças douradas do quebra-cabeça e vencer as fases até derrotar a bruxa malvada, não esquecendo de salvar os Jinjos no caminho (by the way, what the fuck?). Nunca terminei esse, mas não foi por falta de tentativa.

Depois do 64, ganhei um Game Boy. Pequeno, leve e cheio de jogos incrivelmente chatos. Exceto Pokémon. O primeiro jogo que eu ganhei foi a versão Amarela, que eu joguei até estragar o cartucho. E depois eu fiz a mesma coisa com a versão Silver, que era ainda melhor. Como todo mundo tinha os jogos do Pokémon, as disputas eram muito grandes, e a única dificuldade era encontrar um cabo Game Link – até que eles começaram a ser vendidos nos camelôs de Capão. Todo mundo que já teve um Game Boy lembra das dificuldades de capturar o Articuno e encontrar o Entei. Mas nessa época estava chegando ao Brasil a internet banda larga, e meu problemas acabaram quando eu descobri como clonar a Master Ball, algo que envolvia desligar o Game Boy enquanto ele estava salvando o jogo. Olhando em retrospecto, talvez tenha sido isso o que tenha estragado os meus cartuchos.

Depois de tantos anos com o Nintendo e o Game Boy, comprei um X-Box, que fiz meu pai trazer dos Estados Unidos assim que lançou. Com qualidade gráfica impressionante para a época, não impressionou. Os jogos não traziam nada de novo, e faz tempo que não jogo. Ainda prefiro meus jogos do 64.

Joguei alguns jogos do Playstation 2, do Game Cube e do Wii, e, sinceramente, não achei nenhum tão grande coisa. Talvez eu prefira os jogos do 64 por puro saudosismo, mas não sei. O Wii até tem uns jogos divertidos, mas nada surpreendente. O que é surpreendente, por que aqueles controles de movimento são realmente surpreendentes.

Por último, entro nos jogos de computador. O primeiro foi o Ski Free, que eu consegui baixar de novo há uns dias. Para quem não se lembra, é um jogo em que o bonequinho tem que descer na pista de esqui, desviando das árvores, pedras e outros esquiadores, até ser eventualmente mastigado pelo Abominável Homem das Neves. Eu acho que esse é anterior ao Windows 95, só vai se lembrar quem tinha um computador que travava com o Paint.

Mais tarde veio o Jezzball, que consistia em separar as bolinhas vermelhas que ficavam andando pela tela, confinando-as em espaços pequenos para poder fechar 75% da tela. Altamente viciante e difícil, e uma presença constante no meu pen-drive, sempre pronto pra me salvar nas aulas entediantes de laboratório.

Os guris provavelmente vão se lembrar do Elifoot 98, que foi febre nas escolas por algum tempo. Bom, na minha escola. Na verdade, eu jogava bastante com o pessoal do meu prédio. Enfim. O objetivo era gerenciar um time de futebol, comprando e vendendo jogadores e escolhendo as “táticas” do time. A jogabilidade era horrivelmente limitada, mas era fácil perder tardes inteiras na frente do computador.

Ainda nos jogos da época da escola, o Math Blaster contava a história do extraterrestre homônimo e de seu fiel escudeiro, Spot, que tinham que resolver contas de adição, subtração, multiplicação e, no estágio final, divisão, para poderem fazer alguma coisa que eu não me lembro o que era.

Entrando nos jogos mais modernos, o Age of Empires II era o melhor jogo de estratégia, e a maior diversão era construir cenários incríveis e desenvolver as civilizações ao máximo. E depois destruí-las. Outro bom jogo de estratégia era o Sim City 3000. Gerenciar uma cidade em que as pessoas não param de reclamar faz a gente entender porque os políticos roubam tudo o que podem e ignoram o povo. Pelo menos nesse jogo, o povo é muito chato. Mas tudo bem, eles não podem protestar se ficarem presos em engarrafamentos gigantescos porque não existem estradas o suficiente.

Para terminar, o último jogo que valeu a pena jogar foi o GTA Vice City. Mais do que destruir coisas, praticar crimes e matar pessoas (lembram das intermináveis discussões sobre como esse jogo ia corromper os jovens, como se estes já não o fossem?), o Vice City virou um clássico pra mim por causa da ambientação. Toda a cidade era uma cópia da Miami dos anos 80, dos prédios às roupas, passando pela decoração, carros e músicas. A trilha sonora do jogo era muito legal. Admito que ainda não joguei o GTA 4, mas o San Andreas, sucessor do Vice City, foi um grande desapontamento. Provavelmente porque, enquanto no Vice City o personagem é um descendente de italianos que aos poucos sobe na carreira de criminoso e vai comprando a cidade inteira, o San Andreas conta a história de um maloqueiro semi-analfabeto que fica falando “Homie” e “Hood” e fica fazendo coisas idiotas, como pichar paredes e freqüentar a academia. Se eu quisesse ser um maloqueiro, eu iria pro Brasil. Er... ops, enfim...

Esse texto acabou ficando comprido demais, e se alguém chegou até aqui, parabéns, você ganhou um beijo. Do Guima, não meu. Só pra ficar claro. E, pra relembrar, eu escolhi os jogos por preferência pessoal. O que não significa que eu aceite críticas, é claro.

2 comentários:

tio_do_buteco disse...

eu passo o beijo do Guima adiante. Também nunca fui muito da jogatina, mas quando descobri elifoot minha vida mudou por uns 8 anos quase de vício em jogos manager. Hoje em dia tudo voltou ao normal, jogos só nos "fliperamas" ao vivo.

Anônimo disse...

Absolutamente genial...
Voltei a ter fé em crônicas depois desse post, não que eu veja a fé como uma coisa boa, mas quando faltam mulheres, dinheiro e você está barrigudo e papudo não há nada melhor a ser feito.

Agora para encerrar envio um video do Aleksei Arkhipovsky, o verdadeiro e único mestre da balalaika, apesar dele agir feito um metaleiro, tipo aquele chorão Armandinho que eletrificou o cavaquinho, já que estava gordo, papudo, sem mulher, sem dinheiro e sem fé:

http://www.youtube.com/watch?v=5JqeSU7lSLE