segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Coisas para fazer no verão

Ah, o verão...! Tempo de bater a cabeça na parede repetidamente, com a esperança de desmaiar e só acordar em maio, de brincar de progressão geométrica com a conta de luz por causa do ar-condicionado ligado em regime contínuo, e com a de gás, pelos 8 banhos por dia. Tempo de gastar um tanque de gasolina pra ir pra praia na sexta, passar o sábado reclamando de calor e do tédio e pegar engarrafamento para voltar no domingo.

A única coisa boa do verão é que não tem aula, o que nem sequer é uma característica intrínseca desta estação maldita: por mim, a gente podia ter férias em junho, julho e agosto, e uma semana no Natal e Ano Novo.

Apesar disso, o ócio prolongado faz com que eu cultive carinhosamente minhas tradições de verão. Todo ano eu faço as mesmas coisas quando entro de férias, nenhuma delas particularmente produtiva.

Meu primeiro passatempo de verão é assistir a filmes e séries, principalmente os clássicos dublados da seção da tarde. Mantendo uma respeitável média de mais de um filme por dia, além de diversas temporadas de séries, eu só não crio raízes no sofá porque eu alterno entre as televisões do quarto e da sala. E os filmes são os mais variados imagináveis: ontem, eu vi Karate Kid, Crepúsculo e Chinatown. Hoje, um contraste gritante entre Kung Pow e Dancing in the Dark. Falando em Crepúsculo, eu ainda não consegui decidir o que é o pior daquele filme. O melhor eu sei: a dublagem. Enfim. Rever as primeiras temporadas de House é obrigatório, e passar um dia inteiro vendo Two and a Half Men goes without saying.

Voltando às coisas que eu faço nas férias, ler. Eu geralmente leio uma quantidade absurda de livros nas férias, embora esse ano esteja meio parado. Eu tô lendo Guerra e Paz: página 200, e o marcador ainda está bem no comecinho do livro. Em outubro eu termino.

Outra atividade típica de férias é jogar video-games antigos. Do bom e velho Nintendo 64 até emuladores, sempre perco alguns dias salvando a princesa Peach e levando o Charizard ao level 100.

A única coisa que dá pra fazer fora de casa durante o verão é ir ao shopping. Mas com um pré-requisito: carro com ar-condicionado. Porque é pegando ônibus no verão que a gente entende o sofrimento de uma pizza ao entrar no forno. Com a diferença é que o forno não está cheio de gente nojenta. A não ser que, bom, não vou comentar, que isso dá cadeia e pouca gente vai entender. Passar horas na Cultura e depois ir no Arteplex pagando R$ 5,00 a entrada é um dos meus passatempos preferidos, incluindo comprar comida pra jantar no cinema e, ocasionalmente, vendo dois filmes no mesmo dia pra economizar o sofrimento de sair na rua nesse inferno.

Porque, falando em inferno, eu não entendo como as pessoas gostam do verão. Peguem o dia de hoje, por exemplo. Marcando 35ºC no relógio da Sogipa, o dia estava nublado e úmido. Daí, começou a chover. Ótimo, vou ligar o ar-condicionado e passar a tarde vendo filme e comendo pipoca. Mas rá, a miséria não está completa enquanto não faltar luz.

Isso pra não comentar sobre a praia. Usando uma definição ampla e generosa para a palavra “praia”, que inclui lugares como Capão na categoria. Falando nisso, como eu faço críticas de tudo, meu próximo post será uma resenha sobre Capão, lugar que eu visito desde que nasci. Só digo isso: sorvete. Mas explico melhor no post que vem.

Eu sei que os dois ou três leitores desse blog vão comentar indignados sobre como o verão não é o trailer do inferno (ele é), mas eu não seria fiel ao espírito do blog se eu não reclamasse. Agora com licença, que eu vou tentar hibernar até agosto.

2 comentários:

The Eldar disse...

eu concordo.
quenem a pizza no forno.

bianca disse...

pizza no forno, yeah :/