terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Up in the Air

Então eu fui ver Up in the Air, já com um pouco de preconceito por causa da tradução do título. Sério, é embaraçoso o indivíduo chegar no guichê e pedir ingressos pra ver Amor Sem Escalas. Não só é um título que causa náuseas, não tem nada a ver com o filme. Quem for assistir atraído por esse título estará sendo enganado. Mas tudo bem, porque pessoas que vão ver filmes com títulos como Amor Sem Escalas merecem ser enganadas.

Só depois de assistir ao filme é que eu descobri que o diretor (Jason Reitman) é o mesmo de Juno e Obrigado Por Fumar, o que foi uma surpresa, já que a trilha sonora me lembrou muito a de Juno, só que utilizada moderadamente, sem causar enjôo por “excesso de indie” como em Juno (que redação de frase vergonhosa, mas tô com preguiça mental).

Pra quem não sabe, o George Clooney é um cara que viaja pelos Estados Unidos demitindo as pessoas para os chefes que não têm coragem de fazer iss. Além de passar mais de 300 dias por ano viajando, ele dá palestras sobre como as pessoas devem se livrar das amarras dos bens materiais e relacionamentos. O personagem possui cartões de fidelidade de todas as empresas imagináveis, e seu sonho era juntar 10 milhões de milhas com a American Airlines.

Com a chegada do casamento de uma de suas irmãs (a Rose de Two and a Half Men), ele começa a perceber que está sozinho e que se tornou um estranho para a própria família, etc etc drama. Apesar de essa epifania do personagem ser previsível desde a sinopse do filme, ela se desenrola evitando clichês, principalmente em relação ao final da história. Além disso, a maneira como é mostrada essa transformação do personagem não é óbvia e previsível.

Apesar disso, o filme teve um momento que eu fiquei olhando e pensando que eu era muito burro e não tava entendendo. Quando uma nova a de Ryan (que é o nome do George no filme) viaja com ele como parte do seu treinamento, ela começa a chorar repentina e convulsivamente no meio do saguão do hotel, mas é um choro tão forçado, mal feito e tosco, que parecia dublado.

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Mas qual é o problema das pessoas que traduzem títulos, fazem sinopses e criam frases para os cartazes?

Mesmo assim (e com alguns outros buts que eu não vou listar aqui), o filme é bom e eu recomendo.

Falando em cinama, semana que vem estréia Preminoção 4, que provavelmente vai ser um lixo como todos os outros. Mas, como agora é em 3D, eu simplesmente tenho que ver. Aposto como vai ser melhor que Avatar, pelo menos.

3 comentários:

André disse...

me esperem voltar pra ver premonição!! (nao vou demorar)
sim, eu estou me escalando!

Waick disse...

que dia tu volta?? a gente tem que ver no arteplex e em dia de semana, que é mais barato =P

André disse...

segunda-feira eu tô aí com certeza!