quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Web 6.0

Como, apesar do inigualável jornalismo de quinta categoria, o Terra ainda é a minha página inicial, eu li uma notícia sobre um projeto em que a pessoa poderia apontar uma câmera pra uma pessoa qualquer e acessar seus perfis em redes sociais.

O escritor, provável beneficiário da lei que torna desnecessário o diploma de jornalismo para exercer a profissão, parecia maravilhado com as incríveis possibilidades da nova tecnologia.
Talvez eu esteja ficando velho, mas sou só eu que não vejo vantagem nenhuma nisso? Ou em outras centenas de inovações absolutamente dispensáveis?

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Eu nem posso falar muito, porque eu tenho várias quinquilharias tecnológicas, orkut, msn, 3 ou 4 contas de e-mail, e, o atestado do idiota digital, twitter. Mas eu acho que em algum ponto essas coisas ficam tão boas que dispensam inovações. Tudo bem, talvez eu quisesse que meu ipod tivesse uma bateria que durasse um pouco mais, mas ninguém precisa, por exemplo, de uma câmera digital que faça cookies.

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As câmeras digitais, aliás, saíram de moda. Parece que as pessoas perceberam que não existe uma diferença perceptível entre uma foto de 7 ou de 12 megapixels. Ou porque agora os smartphones estejam na moda. Por que o nome, smartphones? Talvez seja pelo contraste com os usuários.

Daí vem a propaganda no novo iphone e diz que ele tira fotos, grava vídeos, edita vídeos e manda por e-mail. Presumindo que as pessoas que compram um iphone tenham uma vida tão interessante que a possibilidade de enviar vídeos instantaneamente sobre eventos cotidianos seja realmente indispensável.

Daí um tempo atrás eu parei pra pensar e percebi que eu tava gastando tempo demais com essas coisas. Eu decidi parar de atualizar o meu celular, ainda que de graça pela tim, e realmente não me fez muita diferença. Eu uso ele para ver a hora, escrever mensagens, jogar worms e falar, nessa ordem mesmo. E eu tô pensando até em deletar meu twitter. Não que eu poste muito, mas eu gasto tempo demais lendo.

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Uma página inteira escrita aqui e eu ainda não entrei no assunto que eu queria, que é que as pessoas sempre acham que o que é novo é melhor. Quando lançaram as primeiras TVs de tela plana (aquelas de tubo ainda), a imagem não tinha absolutamente nenhuma diferença das TVs convencionais. Aí lançaram as de plasma e LCD, com seus maravilhosos formatos widescreen que esticam a imagem e cuja única vantagem é ocupar menos espaço. Me parece tão estapafúrdio que uma pessoa entre em um financiamento de doze meses pra comprar uma televisão daquelas. Ou qualquer televisão. A TV do meu quarto já deve ter uns 10 anos de uso, e eu nunca tive problemas com a qualidade da imagem. Assim como o DVD. Não vejo moral no Blu-Ray.

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Nem em um aplicativo que te permita identificar qualquer pessoa a partir de uma câmera de celular. Ou um celular que permita editar vídeos.
De todas as tralhas eletrônicas lá de casa, eu só acho indispensáveis meu notebook e o ipod, até sem televisão eu conseguiria sobreviver. Mas o ponto é que as pessoas perdem cada vez mais tempo com esse monte de parafernália de cinco redes sociais diferentes e coisa e tal, e o ponto também é que há 30 anos atrás as televisões já eram tão boas quanto era necessário, que os celulares em preto e branco com o jogo da cobrinha já atendiam às necessidades, que as câmeras digitais amadoras já são boas o suficiente faz algum tempo, e que mesmo assim as pessoas vão continuar engolindo novos formatos de televisão e megapixels de três dígitos e iphones que fazem cookies, e, pior que isso, vão pagar por tudo isso com um crediário de 30 meses nas Casas Bahia, com a primeira prestação só depois das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Humanidade: de melhor para pior

Uma das grandes falhas da sociologia enquanto ciência é a falta de um mecanismo para a classificação das pessoas, em uma escala relativa de valor.

O Reclamando de Tudo, através de sua entidade sem fins lucrativos, o Instituto Reclamando de Tudo, solucionou o problema através da elaboração do Teste De Classificação na Escala Humana de Valor, viabilizando assim a classificação das pessoas de melhor para pior.

O questionário pode ser baixado pelo megaupload (http://www.megaupload.com/?d=XWK24ITJ), e deve ser respondido HONESTAMENTE. Postem seus resultados nos comentários, e dêem sugestões de novas perguntas, se quiserem.

http://www.megaupload.com/?d=XWK24ITJ

(viram só quanta interatividade?)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Musik

Eu acho que antigamente eu gostava mais de música do que eu gosto hoje. Ou talvez eu goste hoje tanto quanto, mas como eu tô gostando mais de filmes, parece que eu gosto menos. Sei lá.

Só que antigamente eu ganhava uma mesada ínfima e não tinha banda larga, então eu levava uma eternidade pra poder comprar um CD dos Beatles, e quando comprava ficava ouvindo por um mês inteiro, sem parar.

Hoje eu posso baixar toda a discografia dos Beatles e colocar tudo num iPod, and rest assured i did it, mas eu nunca vou ouvir tanto quanto eu ouvia antes. Não só porque mudou a relação songs x time available, mas porque é tão fácil conseguir mais músicas que elas meio que perdem o valor.

E antigamente eu ouvia álbuns. Inteiros. Hoje, geralmente não. Tem tanta música que a gente seleciona os hits e esquece o resto, e acaba perdendo de descobrir um monte de coisa boa.

De qualquer maneira, onde eu mais ouço música agora é no carro. Antigamente eu não conseguia prestar atenção na música porque tinha que dirigir. Agora eu decidi que prefiro prestar atenção na música e dirigir no piloto automático. Um dia eu ainda morro por causa disso.

Mas daí às vezes o trânsito tira a minha atenção durante uma música na qual eu queria prestar atenção, e eu tenho que botar a música do começo de novo. Só que às vezes eu tenho que fazer isso umas dez vezes na mesma música, e hoje eu andei quase meia hora de carro ouvindo uma música só. Mas eu não reclamo. Eu acho que eu devia comprar um cd player pro carro que não deixasse eu passar ou voltar as músicas.

Mas, voltando ao assunto, eu acho que hoje eu tenho tantas músicas que eu não sei mais o que ouvir. E eu tenho tantas músicas que eu não escuto que parece supérfluo baixar novas, e eu acabo conhecendo menos coisas. Gotta do something about that.

E eu não entendo as pessoas que escutam rádio. Rádio é idiota. As nossas rádios, pelo menos, são. Mas todo mundo escuta rádio.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cidades

Sério, eu não entendo essas pessoas que se mudam para cidades menores. Quer dizer, eu até entendo, se a mudança for, digamos, de Mumbai pra Berlim. Mas eu não entendo as pessoas que saem de Porto Alegre para irem morar, digamos, em Pelotas.

Nada contra sair de Porto Alegre, mas, interior? Eu já acho Porto Alegre um ovo, com poucas opções de coisas pra fazer, daí vem alguém e diz, "eu não aguento mais essa vida corrida (?) de Porto Alegre, vou me mudar pra Buraco Perdido do Oeste".

Não que o tamanho da cidade seja documento: um saco de dormir na Suíça tem mais opções de entretenimento do que, digamos, Fortaleza. E menos cearense.

Mas eu só consigo imaginar o tédio que deve ser morar em uma cidade sem salas de cinema e cujo principal ponto de venda de livros seja um supermercado. Qualquer opção cultural exige viagem ou internet banda larga, que ainda não tem previsão de chegar ao município.

Isso sem falar no futuro. Buraco não tem futuro.

Não que isso tenha a ver com alguma coisa ou que alguém se importe, mas a gente vê as pessoas fazerem umas decisões tão estapafúrdias…

Com certeza talvez eu seja intolerante, mas eu acho que as pessoas que discordam de mim não deveriam ter lugar nesse mundo.

E digo mais, acho apartamento bem melhor do que casa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mais alguma coisa sobre nada

Daí estava o Waick a pensar sobre um novo assunto para postar no blog. Faziam já alguns dias do último post, que ele não tinha achado grande coisa to begin with. E ele pensa, em voiceover, “eu quero escrever, mas eu não tenho assunto”. Uma montagem mostra o Waick lendo e ouvindo mil coisas interessantes sobre mil assuntos interessantes, em diferentes momentos, locais e situações. Ele pode explicar com razoável nível de detalhe por que o carro se consagrou como o principal meio de transporte a partir dos anos 20, sabe o que é e como opera uma equipe da S.W.A.T., conhece diversos métodos para lavagem de dinheiro, e poderia operar um ponzi scheme com relativa habilidade, tudo aprendido na última semana. Mas o Waick não acha que é honesto postar conteúdo tirado inteiramente de outras fontes, sem nada de criatividade. Até porque daí ele teria que ficar fazendo piadas para dar um toque pessoal ao post. Voiceover: “Seu eu não acrescentar nada, é apenas jornalismo de péssima qualidade. E resumido, ainda. E preguiçoso. Além disso, eu vi tipo uns cinco ou seis filmes em uma semana, dos quais pelo menos dois valem umas cinco estrelas, mas eu tô cansado de postar sobre filmes, e principalmente porque eu acho chato escrever sobre filmes dos quais eu gostei, o divertido é reclamar. Just for the sake of it. E o único filme ruim que eu vi recentemente foi Premonição 4, que é obvia e previsivelmente péssimo, é a proposta da coisa, não faz sentido reclamar de um filme que não se leva a sério, explicitamente”.

O Waick está sempre procurando tópicos para postar. Não ativamente; não é que ele fique pesquisando, mas ele ainda tão entediado que procura assuntos interessantes para fins meramente recreativos [voiceover] “eu poderia postar sobre isso, é um assunto legal! [pausa] Mas não, isso não teria nada de criatividade. Daria um bom resumo. Uma entrada pra enciclopédia. Uma boa redação de vestibular, no máximo”.

Waick entra no quarto e coloca um filme no DVD. Ele já tinha visto esse filme, mas não se lembra de quase nada. Falta de ômega 3, “não como peixe muito seguido”. O nome do filme é Adaptação, escrito pelo roteirista Charlie Kaufman, e conta a história real de Charlie Kaufman, um roteirista que não tinha idéias pra escrever um roteiro e começou a escrever um roteiro sobre sua falta de idéias para escrever um roteiro. Em vários momentos, Charlie (personagem) cita os clichês que deseja evitar, e, logo depois, Charlie (roteirista) e logo depois Charlie (personagem) incluem todos esses clichês do roteiro. Tem drogas, tiros, sexo e perseguição. E orquídeas.

Um dos personagens encontra uma das orquídeas mais raras do mundo, muito cobiçada. E não acha grande coisa. Porque os personagens do filme são pessoas normais, sem grande força de vontade para mudarem, sem um “arco de personagem”, o que é justamente o problema do Charlie para escrever o roteiro. Porque nas vidas dos personagens, nada de muito interessante acontece.

Logo depois do filme, o Waick liga o computador [plano mostra a tela do computador e, pela janela em frente, o relógio luminoso da Sogipa marcando 12h55], pra listar o filme em um arquivo do Word com todos os filmes vistos desde o início de 2009. Ele escreve “Adaptação” sob o número 28 do ano de 2010.

Plano mostra Waick pensando em frente ao computador: [voiceover] “O cara é foda, ele fez um roteiro sobre a dificuldade de se fazer um roteiro, e a história contada é a mesma que o personagem está escrevendo!” [expressão do Waick muda para uma cara de epifania] “Não faz uma semana que eu li uma crônica do Veríssimo em que ele dizia que quando um cronista não tinha assunto, ele escrevia sobre a falta de assunto. [expressão do Waick muda para idéia genial. Lâmpada se acende sobre sua cabeça].

Waick salva o arquivo com a lista de filmes (lista de filmes.doc), fecha, e abre um novo documento no Word onde ele começa a escrever sobre a dificuldade de achar um assunto para o blog. Ele abre o iTunes para relembrar os tópicos de alguns podcasts que ele ouviu no carro durante a semana, e procura todas as entradas da Wikipedia no histórico do Firefox. “Meu Deus, eu to lendo tanto sobre tantos assuntos nada a ver que daqui a pouco eu vou ficar que nem o Mota. I just GOTTA change my haircut!”.

Depois de escrever sobre como é difícil arranjar um assunto, ele começa a escrever sobre o filme. Nesse ponto, a câmera mostra ele escrevendo e o texto é lido com a voz do personagem. Vários cortes mostram ele escrevendo de diversos ângulos, a única luz no quarto vindo da própria tela que é refletida em seus olhos. Ele começa então a descrever o filme, que está dentro do assunto de não ter assunto. [voiceover] “Se eu colocar também aquela parte sobre o Veríssimo, vai parecer o post tem um propósito, um tema definido, porque até agora está parecendo uma coisa meio sem pé nem cabeça”.

A câmera mostra então o Waick começando a digitar freneticamente, inclusive com um plano do seu rosto concentrado e de seus olhos maníacos, dedos metralhando o teclado. A voz do personagem vai lendo todo o texto que foi escrito previamente, em um tom exasperado, angustiado, a velocidade aumentando conforme o tamborilar das teclas. Waick descreve o momento em que salva o .doc com a lista de filmes. Escreve sobre sua preocupação em se tornar um Mota da vida. Começa a descrever o processo de descrição, freneticamente, desesperadamente, até que o texto finalmente alcance a realidade.

“Falta um final. Sim, falta só um final. Uma reviravolta, um turnaroud, algo inesperado que dê sentido para todo o texto! Algo súbito e marcante, inevitável, que force o personagem a repensar seus conceitos e suas atitudes perante a vida!” Mas nada acontece, porque na maioria das vezes nada acontece. Que nem disse no filme.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O fascínio do nazismo

Daí ontem eu estava ouvindo um episódio do podcast Dan Carlin’s Hardcore History (tem no iTunes, procurem lá), que eu tinha baixado há muito tempo e ainda não tinha nem olhado. O episódio que eu resolvi ouvir era sobre o nazismo, mas não sobre os fatos e sobre as políticas e a guerra, mas sobre o fascínio que nós temos até hoje com o que aconteceu.

Como se explica que ainda existam tantos livros e filmes lançados todos os anos sobre o nazismo? Não que o assunto não seja importante, mas basta pensarmos em outros ditadores para percebermos que Hitler é a Susan Boyle da extrema direito do século XX. Quer dizer, Stalin também era um ditador maluco, que também governava uma grande potência, que também invadiu a Polônia, que também mandou matar milhões de cidadãos do seu próprio país e que, ainda por cima, tinha um bigode muito mais estiloso do que o do Hitler. Assim como a Alemanha nazista construía sua identidade baseada nas obras do período romântico alemão e nas construções megalomaníacas de Albert Speer, a União Soviética também tinha sua estética, tão “boa” quanto a dos alemães – os cartazes de propaganda soviéticos são fantásticos. Mas basta entrar numa livraria ou numa locadora para perceber que Stalin jamais ganharia de Hitler em um paredão do Big Brother. Hitler é muito mais fascinante do que Stalin ou Mussolini, e gera mais interesse do que ditadores atuais, como Kim Jong Il. Por quê?

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Aí o podcast tenta explicar as razões pelas quais existe ainda tanto interesse pelo nazismo, e o cara argumenta que essas razões são as mesmas que levaram Hitler ao poder na época: Hitler não era um ditador que explorava ideologias absurdas como ferramenta política para se manter no poder; ele realmente acreditava no que dizia. Fidel Castro, por exemplo, subiu ao poder em 1964 e ser agarrou a ele por décadas, e, em algum ponto deve ter se convencido de que o troço não tinha dado certo. Mas ele continua falando por oito horas seguidas sobre La groriosa revolución de Cuba, blablablablablabla Whiskas Sachê. Também ninguém acredita que Chávez acredite que o terremoto do Haiti foi causado por testes da marinha americana (ele disse isso, juro!). Mas Hitler não, ele acreditava nos absurdos que ele dizia e, mais do que isso, ele conseguiu convencer os outros.

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Porque, ao contrário de outros ditadores com bigodes peculiares, Hitler era carismático e, além disso, ele conseguiu mobilizar o povo através do sentimento dos alemães da época. Os alemães estavam envergonhados porque acreditavam que nunca tinham realmente perdido a primeira guerra, já que grande parta do exército tinha voltado ilesa depois do armistício, e também porque o Tratado de Versalhes era humilhante e impedia o desenvolvimento militar e econômico do país. Mais do que explorar esses sentimentos em benefício próprio, Hitler concordava com isso e acreditava que, depois da fuga do Kaiser, o governo democrata, composto por judeus e comunistas, tinha entregado o país para a França de propósito.

Hitler escreveu um livro que classificava as etnias em uma escala de mérito e defendia que a miscigenação era o que estava impedindo a Alemanha de ser uma potência, publicou esse livro e defendia abertamente essas idéias antes de subir ao poder. Não dá nem pra dizer que ele enganou o povo, que ninguém esperava por aquilo. E ainda assim o cara conseguiu apoio popular.

E o carisma do Hitler era tão grande que até hoje, ainda que a receita tenha se provado um desastre catastrófico pra Alemanha e pro mundo, ele ainda tem seguidores! Daqui a quinhentos anos, Hitler ainda será a segunda figura mais discutida da história, logo depois do The What.

E eu acho que daqui a um tempo eu vou fazer um post só com os cartazes soviéticos. Muito tri.

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Superbowl

Para quem não sabe, ontem à noite aconteceu o quadragésimo quarto Superbowl, que, para quem não sabe, é a final do campeonato de futebol americano.

Até ontem à noite, a única coisa que eu sabia sobre futebol americano era que o esporte é vagamente parecido com rugby, mas como a única coisa que eu sei sobre Rugby foi o que eu vi no filme do Mandela, não é muito. Mas enfim, fui assistir.

São quatro tempos de quinze minutos, que, juntos, somam três horas e meia de jogo. O jogo pára a cada cinco segundos (sem exageros) e tem uma linha amarela imaginária, que nem as aulas de química do Dohms, mas até que é legalzinho.

Não que eu me importasse muito com o jogo, mas no segundo intervalo teve um show do the Who. Eles montaram um palco todo modernoso no meio do gramado em dois minutos, com direito a efeitos de fumaça e luzes piscantes e lasers e o que mais, tudo com um único objetivo: disfarçar a performance sofrida da banda. Não só eles conseguiram com que as músicas clássicas soassem sem graça, eles perderam a presença de palco em algum ponto dos anos 70. Foi meio deprimente ver o the Who ali, se humilhando via satélite para o mundo inteiro.

No fim, o time de New Orleans, para a (óbvia e descarada) surpresa dos narradores, que diziam que a vitória simbolizava o renascimento da cidade depois do Katrina.

Infelizmente, o DVD não funcionou e não conseguimos assistir Curtindo a Vida Adoidado, que, por mais incrível que possa parecer, alguns dos presentes ainda não conheciam.

De qualquer maneira, Rugby me parece ser mais legal do que futebol americano. Mas nada bate o mini golf.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Resenha atrasada – Press Café grande

Todo mundo conhece as barraquinhas do Press Café que tem nos shoppings aqui em Porto Alegre, daquelas que a gente senta onde todos os passantes enxergam a gente comendo e paga oito reais por uma água. Apesar disso, os lanches e os cafés são muito bons, e, ocasionalmente, vale a pena.

Daí tem o Press full size, lá na Hilário Ribeiro, que é um restaurante mesmo. Eu sempre passava na frente e achava bonito, até que um dia eu fui lá, pelo começo de janeiro. Pelos preços das barraquinhas do Press e pela localização do restaurante, achei que ia ser caro e ótimo, e só acertei pela metade (adivinhem qual metade). Não que seja ruim, mas é tipo, meh…

O ambiente é um pouco escuro demais, e não é aconchegante nem nada, e o atendimento é medíocre na melhor das hipóteses. Ainda assim, os pratos pareciam ser bons, e eu pedi uma massa al pesto com medalhões de filé. Bastante tempo depois, eles trouxeram uma massa al pesto sem medalhões de filé. São dois pratos diferentes, e o garçom anotou errado, e me trouxe massa sem filé. Como se eu fosse comer uma coisa sem carne.

Daí eu comi, e era tipo, meh. Não era ruim, e eu sei que molho pesto não é uma coisa lá muito especial, mas aquele prato eu poderia ter feito em casa, que ia ficar igual. Além disso, a porção era pequena demais.

Além disso, o refrigerante era quente. Refri quente é foda.

Enfim, não foi uma resenha muito inspirada, mas é porque o lugar é sem graça mesmo. Na verdade, eu só escrevi pra vocês não irem. Peçam massa no Spoleto que é a mesma porcaria pela metade do preço.