segunda-feira, 22 de março de 2010

Guilty Unpleasures

Meu último post foi sobre como ateus sofrem mais preconceitos do que outras minorias, com o plus de não estarem organizados em entidades ou grupos de influência. Daí eu pensei que, assim como as pessoas te olham assustadas quando tu diz que não acredita que trabalhar aos domingos é um pecado mortal que conduz diretamente ao mármore ardente dos infernos, existe uma tonelada de outras coisas cuja não aceitação causa pelo menos um olhar torto.

Não falo de coisas sérias, mas mais de bobagens do dia-a-dia. Lady Gaga, por exemplo. Simplesmente não dá pra entender. Só porque a mulher aparece com roupas extravagantes em premiações e coloca insinuações sexuais em tudo o que faz, ela é vista como uma artista subversiva e revolucionária. As músicas dela são o pop mais óbvio e sem vergonha, com refrões grudentos e letras genéricas sobre sexo. Ela é basicamente um update da Britney Spears. É música pra dançar, ou pra ouvir no carro, mas é vergonhoso que exista gente que a considere um ícone da música atual.

Outra coisa que eu não entendo são as pessoas que consideram a Angelina Jolie como a mulher mais bonita do mundo (ou a Megan Fox, que eu acho que é a musa do momento). Sem nem entrar no mérito da boca gigante, é uma beleza de medicina, maquiagem e Photoshop. Eu poderia citar umas 5 ou 10 mais bonitas do que ela, só entre quem eu conheço pessoalmente. E olha que eu nem conheço muita gente. Daí quando eu digo que não acho a Angelina grandes coisas, as pessoas perguntam se eu sou gay.

Outra coisa engraçada é ver a reação das pessoas quando tu diz que O Código da Vinci é um fracasso como literatura e uma piada enquanto romance histórico, sem nem entrar na discussão sobre a adaptação pro cinema.

Tem outro que, apesar de não ser uma opinião mainstream, vai me render xingamento de certas pessoas, incluindo um dos nossos colaboradores: O Senhor dos Anéis, apesar de ser muito legal como fantasia e de ter sido adaptado pro cinema em obras que realmente valem as doze horas das versões estendidas, não entraria jamais em uma top 10 da literatura universal, independentemente dos critérios escolhidos.

Verão, então! É só dizer que não gosta de calor, sol e praia que as pessoas já começam a achar que tu é um vampiro.

Outras coisas que as pessoas me olham estranho quando eu digo que não gosto: U2 (pop rock genérico e chato), festas (a idéia de ficar em um ambiente superlotado, fedendo a cigarro e perdendo a audição com música horrosa e gostar é uma coisa que eu não consigo entender), Seinfeld (não é engraçado), bacon (não é ruim, mas é dispensável), Guaraná (?), vodka (pura ou misturada), motos (não que eu tenha algo contra, mas é um pouco suscetível demais ao clima pro meu gosto), the Sims (chato), Coldplay (todas as músicas são iguais), morango, montanha russa, futebol, chiclete, Dostoyevsky, telefone, maionese, etc.

Ao contrário do conteúdo geral do blog, essas não são coisas que eu acho que não deveriam existir, nem nada assim, mas só coisas das quais é estranho e quase embaraçoso não gostar. Tipo, o contrário de guilty pleasures. Hãn, hãn?, entenderam o título do post?

3 comentários:

tio_do_buteco disse...

é por essas e por outras que tu ficou em último na enquete.

Rodrigo Waick, Rubem, Thais, Veronica disse...

Não, aquilo foi tudo uma conspirações dos judeus pra causar discórdia no the what.

Bianca disse...

cerveja é outro guilty unpleasure!